Há alguns anos atras a gente realizou um trabalho - um embriãozinho- dentro da Vila Olavo Costa, antes uma favela ,hoje uma "comunidade"- dentro do possivel urbanizada-- um trabalho lindo , espontaneo chamado PROJETO RENASCENDO. Ficamos ali sete anos sem depender de ninguem. Nem de verba publica- chamada assim- e nem de favor do poder publico. A gente ganhou até reconhecimento municipal- que como certificado de "pó-de-nada" nao melhorou o bolo e nem adocicou a massa.
O tempo passou, os voluntários- cultura pouco difundida no Brasil- foram se efetivando , alguns poucos empresarios e comerciantes e pessoas com a cabeça no social e coração na "ajuda ao proximo" deram a maior força e começamos a crescer e o trabalho foi encorpando até virar coisa de gente grande.
A gente fez amigos, construiu pontes, vivemos o evangelho do reino, estabelecemos uma ética de um trabalho sério, claro, bonito, integrado, interagimos com escolas da localidade, seu posto de saude, cuidamos de crianças, ajudamos seus pais, tentamos formar e nao meramente dar coisas, com um coração enorme e sempre dedicados aquilo que nós faziamos ali.
Gente como Danni Bonfim, a nossa querida Flavia Costa, "tia" Keith (Catarina)- Simone e Catia Degan, a Cininha minha esposa, puxa, quanta gente boa, quanta coisa de qualidade sem rotulos, sem crachás e sem broches.
O tempo passou, as ongs foram aparecendo, as entidades, as "amacs" tornando tudo mais simples e complicado- dinheiro entra e nem sempre sai para o lugar certo- a terceira via da economia- chamada assim no inicio, se profissinalizou, virou uma especialidade a e ação "profissional"-perdemos o romantismo e ganhamos uma concorrencia.
Hoje o governo Lula se apossou de tudo, criou o chamado "bolsa esmola"- bolsa para tudo, o Brasil virou uma grande ONG e seu par-tido o grande panfletario municiador de idéias e dominio. O que era doce se acabou. A preocupacao com nao instrumentalizar acabou, é dar mesmo, é "comprar" gente mesmo, é "comprar " espaço mesmo. Negociou-se com o narcotráfico, nao se elevou o padrao social, a classe c entrou pela porta errada,a porta do consumo , sem levar em conta nenhuma mudança de verdade nos padroes de higiene , saneamento basico, etc.
Hoje, o saldo é o seguinte: retomamos da maneira que nós entendemos como o evangelho do reino, o evangelho dos "pobres" deve ser vivido. Vivenciamos uma realidade de ajudar, por estar perto, por entender as necessidades, capacitar o carpinteiro e o pescador, porque isso traz dignidade, cidadania, noa por uma mera inclusao social, mas uma libertacao social, da miseria e libertacao espiritual das forças que produzem a miseria, nao apenas sociais ou genéticas mas espirituais.
Hoje quando temos uma ação do reino, chamado social, cremos que a igreja como agencia do reino está levando nao apenas pão, mas levando luz, sendo uma expressao do que JESUS disse " nao me deste de comer!"...e o trigo que faz o pão é a mesma metáfora do pão que traz vida a todo homem e que faz esse homem mais do que um alienado social e espiritual, mas faz dele sair das trevas para a maravilhosa LUZ DO NOSSO SENHOR JESUS.... e que atraves dessa luz chamada salvação no coração do homem faz com que ele cumpra o proposito principal: brilhar nesta terra tao entenebrecida por poderosos e genocidas sociais.
Vamos parar de sermos meramente uma amac da vida, vamos parar de engajamento com o poder dominante a troco de alguns poucos punhados de tijolos, vamos ser profetico e ser atuantes, porque esse tambem é o nosso lugar de luz, como feitores do bem porque o bem maior habita em nós: JESUS, o pai das luzes!
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