quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O AMOR DEIXADO E O AMOR QUE NAO SE DEIXA

meu neto Hiago de Recife


Hoje reconheci num homem de 85 anos uma vontade imensa de viver.Foi interessante que ele estava vivo,alegre,cantante e muito sorridente. Tinha saido da UTI ha uma semana,contraido uma infecção hospital depois de colocar duas pontes de safena.
Tenho depois disso pensado no valor da vida e a vida sem valor.No amor deixado e o amor que nao se deixa. Parece que existimos para ser peregrinos, tudo é muito de passagem, tudo muito fixo, muito viciante, muito nosso de alguma maneira é abalado pela vida afora, ou pra fora da vida.
Parece que sofremos pelos "amores" deixados, porque a dor da rejeição é pior do que a dor que vem em seguida que é a dor da depressao pós "parto"( de alguem que partiu).
Agora existe o amor que nao se deixa. Nao podemos existir sem a ideia de um amor pra sempre. Gostamos disso, gostamos de ser amados e mimados e lembrados por que nao?
Um dia na solidão da pesquisa voce descobre que o mundo e os seus amores ou o amor ao mundo é uma tórrida paixao de vaidades e  tudo fica do mesmo tamanho com a falibilidade do ser-humano e da humanidade do ser.
Eu amo logo existo eu nao sou amado entao sub-existo. Acho que a ideia mais dolorosa- isso foi  falado por um autor chamado Brenann Manning - é de nao ser amado ou nao acreditar ou aceitar o amor daquele que ama incondicionalmente: Deus!
Nao podemos deiar esse amor que nao nos deixa.ELE REALMENTE NOS AMA!

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